terça-feira, 11 de setembro de 2012

General desertor diz ter sido retirado da Síria por agentes da França.


Manaf Tlass agradeceu ao serviço secreto francês.
Ele pediu que a comunidade internacional arme os rebeldes anti-Assad.

                                                             O general sírio Manaf Tlass em foto não datada 






O general Manaf Tlass, o oficial sírio de mais alta patente a ter desertado, afirmou nesta segunda-feira (10) a uma rede francesa de televisão que havia sido retirado da Siria pelos serviços secretos franceses.

"Os serviços franceses me ajudaram a sair da Síria e eu os agradeço", declarou o general dissidente em uma entrevista à rede notícias BFM TV.  
                                                        
                                                         

"Eu desertei do regime em março. Depois do início da revolução tive encontros com os revolucionários, com os rebeldes, e senti desde os primeiros dias, desde os primeiros meses, que o regime mentia para todo o mundo. Por isso, preferi desertar a ficar em meu gabinete", acrescentou Tlass, filho de um ex-ministro da Defesa sírio.

O ex-general disse ser contra "qualquer intervenção estrangeira na Síria, qualquer que seja a forma que tiver esta intervenção".



No entanto, ele pediu que a comunidade internacional arme os rebeldes. "Até aqui, o povo sírio obteve muitas vitórias. É preciso apoiá-los, é preciso ajudá-los, é preciso armá-los".

Questionado sobre a presença de islamitas sírios e de estrangeiros na Síria, o general minimizou sua importância. "Há 20% de islamitas, mas eles são apenas uma minoria. O povo sírio nunca foi um povo extremista".

Filho do general Moustapha Tlass, Manaf Tlass fez parte da cúpula síria e foi amigo de infância do atual presidente, Bashar al-Assad.

Uma fonte ligada ao poder sírio afirmou que este ex-general da Guarda Republicana, de cerca de 50 anos e originário de Rastane, na província de Homs (centro), foi afastado de seu posto há pouco mais de um ano por ter sido considerado pouco confiável.

Ele desertou em julho e pediu uma "transição" em seu país, acusando o governo de ser responsável pela crise e manifestado a sua "raiva" em relação ao Exército.

Depois afirmou que preparava um "mapa do caminho" para uma saída da crise, envolvendo pessoas "honestas" do regime, mas sem Bashar al-Assad.

Fonte: G1

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